Sistema
Maturana e Varela (apud CAPRA, 2006) determinam dois critérios fundamentais para um sistema seu padrão de organização (a identidade do sistema), que é a configuração de relações entre os componentes do sistema que determinam suas características essenciais sendo ele auto ou alopoiético e sua estrutura (determina o comportamento do sistema), que é a descrição dos componentes físicos do sistema (sua forma, composição química, etc.). Numa máquina alopoiética os componentes não mudam, já num sistema vivo os componentes mudam continuamente, há um fluxo de matéria através do organismo vivo.
Para Capra (2006) há um terceiro critério fundamental num sistema o processo, que é a ligação entre padrão e estrutura .
“Todos os três critérios são totalmente interdependentes. O padrão de organização só poderá ser reconhecido se estiver incorporado a uma estrutura física e nos sistemas vivos esta incorporação é um processo em andamento. Assim, estrutura e processo são inextrincavelmente interligados. Pode-se dizer que os três – padrão, estrutura e processo – são três perspectivas diferentes mas inseparáveis do fenômeno da vida. Formarão as três dimensões fundamentais da minha síntese.” (CAPRA, 2006, p. 135)
Um sistema vivo, conforme a teoria da autopoiese interage com seu meio ambiente pelo acoplamento estrutural, ou seja, as interações recorrentes que desencadeiam mudanças estruturais no sistema (CAPRA, 2006). Um sistema vivo se acoplará estruturalmente ao seu meio, ele é um sistema de que se adapta, aprende e se desenvolve de maneira contínua .
Concepção Sistêmica, Visão Sistêmica e Pensamento Sistêmico
Um ser vivo é um ente sistêmico, mesmo com sua origem molecular, pois é o resultado do conjunto de relações e de processos realizados por meio dos componentes de um sistema (Maturana; Varela, 1997).
A concepção sistêmica é compreendida como a visão do todo que surge na relação entre os componentes, “onde este todo é maior que a soma das partes”. Para Senge (apud Eyng; Reis, 2008) o pensamento sistêmico é a o alicerce fundamental da organização que aprende, onde seu papel é integrar as demais partes , essa visão sistêmica permite fundir teoria e prática.
Maturana (1997) fez três experimentos com luzes de diferentes comprimentos de onda e ângulos de incidência para compreender o fenômeno de visão das cores. Ele observou que a constância da cores não podia explicar todos os resultados e nem a proposta de origem neurobiológica, ou seja, a teoria de um mundo objetivo e independente da percepção dos sentidos e nem a teoria de um mundo subjetivo que depende da excitação das células receptores da retina poderiam explicar todos os resultados obtidos. Ele concluiu que a ciência não precisa de argumentos somente de uma realidade objetiva e independente do observador, mas a explicação científica é sempre a reformulação da experiência do observador. Sujeito e objeto não apresentam propriedades intrínsecas, inalteráveis e independentes. O caminho explicativo é o caminho da objetividade-entre-parenteses (MATURANA, 1997), onde não negamos que vivemos num mundo de objetos, mas aceitamos que a interpretação é feita por um observador .
O pensamento sistêmico é esta visão do sistema como um todo (EYNG; REIS, 2008), um elo que liga os componentes, onde não há uma dicotomia entre as partes que estão inter-relacionadas num contexto e, dessa forma, a rede é articulada. Conforme Capra (apud EYNG; REIS, 2008) as propriedades essenciais dos sistemas vivos são propriedades do todo, que surgem das relações de organização das partes.
“Assim sendo o pensamento sistêmico visa auxiliar para que as pessoas possam enxergar as coisas como parte de um todo e não como peças isoladas, bem como, criar e mudar a realidade, de acordo com a necessidade.” (EYNG; REIS, 2008, p.3)
Rede
Uma rede social é definida por Sluki (apud ZUMA, 2004) como a soma das relações que um sujeito percebe como significativas, ou seja, onde o participante é um ser reflexivo.
A rede pode ser entendida como o processo. Ela é formada por nós que são representados pela partes que precisam estar inter-relacionadas para formar a rede.
P.S.
Sistematizações Suzana:
Sistêmico:
vê o todo através das partes (é a relação que define o todos). Um exemplo é a área médica, pois para avaliar o todo a visão é voltada para a relação das partes.
Assim, o pensamento sistêmico é aquele que faz relação com o meio e sua própria história.
Autonomia social:
quando todos os integrantes são autopoiéticos – o grupo se relaciona no reconhecimento da legitimidade do outro na inteiração;
Acoplamento estrutural:
é o contato, acontece antes da autopoiese
-é a inteiração, minha e do novo conhecimento ou é a relação com outro ser vivo (espaço digital...)
- para que haja acoplamento é necessário congruências, de pontos de entendimentos;
Bibliografia
CAPRA, F. A Teia da Vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. São Paulo: Cultrix, 2006.
MATURANA, H. A Ontologia da Realidade. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1997
MAGRO, C.; GRACIANO, M; VAZ, N. (Org.)
MATURANA, H.; VARELA, F.J. De Maquinas e Seres Vivos: autopoiese – a organização do vido. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997
MORIN, A.; GADOUA, G.; POTVIN, G. Saber, ciência, ação. São Paulo: Cortez, 2007. Tradução Michel Thiollent.
Maturana e Varela (apud CAPRA, 2006) determinam dois critérios fundamentais para um sistema seu padrão de organização (a identidade do sistema), que é a configuração de relações entre os componentes do sistema que determinam suas características essenciais sendo ele auto ou alopoiético e sua estrutura (determina o comportamento do sistema), que é a descrição dos componentes físicos do sistema (sua forma, composição química, etc.). Numa máquina alopoiética os componentes não mudam, já num sistema vivo os componentes mudam continuamente, há um fluxo de matéria através do organismo vivo.
Para Capra (2006) há um terceiro critério fundamental num sistema o processo, que é a ligação entre padrão e estrutura .
“Todos os três critérios são totalmente interdependentes. O padrão de organização só poderá ser reconhecido se estiver incorporado a uma estrutura física e nos sistemas vivos esta incorporação é um processo em andamento. Assim, estrutura e processo são inextrincavelmente interligados. Pode-se dizer que os três – padrão, estrutura e processo – são três perspectivas diferentes mas inseparáveis do fenômeno da vida. Formarão as três dimensões fundamentais da minha síntese.” (CAPRA, 2006, p. 135)
Um sistema vivo, conforme a teoria da autopoiese interage com seu meio ambiente pelo acoplamento estrutural, ou seja, as interações recorrentes que desencadeiam mudanças estruturais no sistema (CAPRA, 2006). Um sistema vivo se acoplará estruturalmente ao seu meio, ele é um sistema de que se adapta, aprende e se desenvolve de maneira contínua .
Concepção Sistêmica, Visão Sistêmica e Pensamento Sistêmico
Um ser vivo é um ente sistêmico, mesmo com sua origem molecular, pois é o resultado do conjunto de relações e de processos realizados por meio dos componentes de um sistema (Maturana; Varela, 1997).
A concepção sistêmica é compreendida como a visão do todo que surge na relação entre os componentes, “onde este todo é maior que a soma das partes”. Para Senge (apud Eyng; Reis, 2008) o pensamento sistêmico é a o alicerce fundamental da organização que aprende, onde seu papel é integrar as demais partes , essa visão sistêmica permite fundir teoria e prática.
Maturana (1997) fez três experimentos com luzes de diferentes comprimentos de onda e ângulos de incidência para compreender o fenômeno de visão das cores. Ele observou que a constância da cores não podia explicar todos os resultados e nem a proposta de origem neurobiológica, ou seja, a teoria de um mundo objetivo e independente da percepção dos sentidos e nem a teoria de um mundo subjetivo que depende da excitação das células receptores da retina poderiam explicar todos os resultados obtidos. Ele concluiu que a ciência não precisa de argumentos somente de uma realidade objetiva e independente do observador, mas a explicação científica é sempre a reformulação da experiência do observador. Sujeito e objeto não apresentam propriedades intrínsecas, inalteráveis e independentes. O caminho explicativo é o caminho da objetividade-entre-parenteses (MATURANA, 1997), onde não negamos que vivemos num mundo de objetos, mas aceitamos que a interpretação é feita por um observador .
O pensamento sistêmico é esta visão do sistema como um todo (EYNG; REIS, 2008), um elo que liga os componentes, onde não há uma dicotomia entre as partes que estão inter-relacionadas num contexto e, dessa forma, a rede é articulada. Conforme Capra (apud EYNG; REIS, 2008) as propriedades essenciais dos sistemas vivos são propriedades do todo, que surgem das relações de organização das partes.
“Assim sendo o pensamento sistêmico visa auxiliar para que as pessoas possam enxergar as coisas como parte de um todo e não como peças isoladas, bem como, criar e mudar a realidade, de acordo com a necessidade.” (EYNG; REIS, 2008, p.3)
Rede
Uma rede social é definida por Sluki (apud ZUMA, 2004) como a soma das relações que um sujeito percebe como significativas, ou seja, onde o participante é um ser reflexivo.
A rede pode ser entendida como o processo. Ela é formada por nós que são representados pela partes que precisam estar inter-relacionadas para formar a rede.
P.S.
Sistematizações Suzana:
Sistêmico:
vê o todo através das partes (é a relação que define o todos). Um exemplo é a área médica, pois para avaliar o todo a visão é voltada para a relação das partes.
Assim, o pensamento sistêmico é aquele que faz relação com o meio e sua própria história.
Autonomia social:
quando todos os integrantes são autopoiéticos – o grupo se relaciona no reconhecimento da legitimidade do outro na inteiração;
Acoplamento estrutural:
é o contato, acontece antes da autopoiese
-é a inteiração, minha e do novo conhecimento ou é a relação com outro ser vivo (espaço digital...)
- para que haja acoplamento é necessário congruências, de pontos de entendimentos;
Bibliografia
CAPRA, F. A Teia da Vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. São Paulo: Cultrix, 2006.
MATURANA, H. A Ontologia da Realidade. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1997
MAGRO, C.; GRACIANO, M; VAZ, N. (Org.)
MATURANA, H.; VARELA, F.J. De Maquinas e Seres Vivos: autopoiese – a organização do vido. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997
MORIN, A.; GADOUA, G.; POTVIN, G. Saber, ciência, ação. São Paulo: Cortez, 2007. Tradução Michel Thiollent.
EYNG, I. S.; REIS, D. R. “Pensamento Sistêmico: diagnosticando a visão do todo”. II Encontro de Engenharia e Tecnologia dos Campos Gerais. AGO. 2008. Disponível em:
http://www.pg.cefetpr.br/ppgep/anais/artigos/eng_producao/7%20PENSAMENTO%20SISTEMICO%20DIAGNOST%20VISAO%20DO%20TODO.pdf. Acesso em 06 de setembro de 2009
ZUMA, C. E. “A visão sistêmica e a metáfora de rede social no trabalho de prevenção de violência intra-familiar em comunidades”. Nova Perspectiva Sistêmica, ano XIII, nº 23, fevereiro de 2004. Disponível em:
http://www.noos.org.br/A%20visao%20sistemica%20e%20a%20metafora%20de%20rede%20social%20....pdf . Acesso em 07de setembro de 2009