Percepção e Representação
A percepção é um fenômeno que não pode ser visto como objetivo nem subjetivo, pois a ciência não necessita de argumentos de uma realidade objetiva, independente do observador para garantir e validade seu estado de conhecimento verdadeiro. Para Maturana uma explicação cientifica (ou não científica) é sempre uma reformulação das experiências do observador, que se constitui como tal na medida em que é aceita através de um critério de validação pré-determinado.
A percepção é mais que um mero processo de captação de informações do ambiente pelos órgãos sensoriais (senso-efetores) do organismo em sua interação com o meio ou de um mundo de objetos independente do observador. A percepção consiste em um mundo de ações, uma regularidade de conduta do organismo em seu operar em correspondência estrutural com o meio, e que o observador aponta como se distinguisse um objeto (algo independente de).
O fenômeno percepção “consiste na configuração que o observador faz de objetos perceptivos, mediante a distinção de cortes operacionais na conduta do organismo, ao descrever interações desse organismo no fluir de sua correspondência estrutural com o meio.” (p.72) Em outras palavras: “se constitui na descrição que um observador faz como uma maneira de se referir à operação de um organismo em congruência com o ambiente particular no qual é observado.” (p.78)
O meio não pode especificar o que acontece na estrutura de um ser vivo, apenas desencadear mudanças determinadas por sua estrutura. Quando alteramos a estrutura do organismo alteramos sua percepção (este seria o exemplo da salamandra?).
O organismo gera condutas operando sobre representações do meio obtidas mediante a captação de objetos externos a ele.
“A representação é um comentário do observador sobre a correlação entre organismo e circunstância.” (p.36)
O ser vivo não é independente de sua circunstância (relação/interação) com o meio. As interações que os seres vivos atravessam desencadeiam mudanças neles, mas não determinam o que acontecerá com eles, é o organismo que especifica o que ele admite como uma interação.
A evolução leva em consideração a ontogenia (sua história de vida) do organismo , ou seja, é uma história de mudanças estruturais coerente com as mudanças estruturais do meio em que ele existe. O meio muda o organismo e o organismo muda o meio!
P.S.
Sistematização Suzana
A percepção é determinada pela estrutura, é o ponto de partida;
-percebemos através da nossa estrutura, por isso é algo de origem interna e não externa, embora o meio possa provocar a mudança, ela só acontece por mecanismos internos da estrutura.
Percebo o que minha estrutura me dá condições para perceber, isto não significa que não exista mais do que percebo. Minha percepção é limitada pela minha estrutura...não percebo tudo!!!
A representação é a construção da percepção e nossa ação está restrita/determinada pela nossa representação.
PERCEPÇÃO REPRESENTAÇÃO ®® AÇÃO
“Percepção Consiste na associação, pelo observador, das regularidades de comportamento que ele ou ela distingue no organismo observado com as condições do meio que ele ou ela vê como desencadeando essas regularidades”. (MATURANA, 1997 p.66)
Ponto cego:
Maturana e Varela nos dizem que o sistema nervoso e o cérebro não funcionam como um computador, pois o sistema nervoso não “recolhe” informações provenientes do meio e as “trata” e também não há uma representação do mundo exterior no cérebro do animal ou homem. Mas que o sistema nervoso é um sistema operacionalmente fechado, estruturalmente determinado, sem entradas ou saídas, ou seja, funciona como um sistema autônomo. Assim, os resultados das operações do sistema são as suas próprias operações. Cada vez que ele tenta buscar a origem de uma percepção ele se depara com algo como "a percepção da percepção da percepção...".(Varela, 1989, p. 29). A percepção é então, um processo de compensação que o sistema nervoso efetua no curso de uma interação.
Bibliografia
MATURANA, H. A Ontologia da Realidade. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1997
MAGRO, C.; GRACIANO, M; VAZ, N. (Org.)
A percepção é um fenômeno que não pode ser visto como objetivo nem subjetivo, pois a ciência não necessita de argumentos de uma realidade objetiva, independente do observador para garantir e validade seu estado de conhecimento verdadeiro. Para Maturana uma explicação cientifica (ou não científica) é sempre uma reformulação das experiências do observador, que se constitui como tal na medida em que é aceita através de um critério de validação pré-determinado.
A percepção é mais que um mero processo de captação de informações do ambiente pelos órgãos sensoriais (senso-efetores) do organismo em sua interação com o meio ou de um mundo de objetos independente do observador. A percepção consiste em um mundo de ações, uma regularidade de conduta do organismo em seu operar em correspondência estrutural com o meio, e que o observador aponta como se distinguisse um objeto (algo independente de).
O fenômeno percepção “consiste na configuração que o observador faz de objetos perceptivos, mediante a distinção de cortes operacionais na conduta do organismo, ao descrever interações desse organismo no fluir de sua correspondência estrutural com o meio.” (p.72) Em outras palavras: “se constitui na descrição que um observador faz como uma maneira de se referir à operação de um organismo em congruência com o ambiente particular no qual é observado.” (p.78)
O meio não pode especificar o que acontece na estrutura de um ser vivo, apenas desencadear mudanças determinadas por sua estrutura. Quando alteramos a estrutura do organismo alteramos sua percepção (este seria o exemplo da salamandra?).
O organismo gera condutas operando sobre representações do meio obtidas mediante a captação de objetos externos a ele.
“A representação é um comentário do observador sobre a correlação entre organismo e circunstância.” (p.36)
O ser vivo não é independente de sua circunstância (relação/interação) com o meio. As interações que os seres vivos atravessam desencadeiam mudanças neles, mas não determinam o que acontecerá com eles, é o organismo que especifica o que ele admite como uma interação.
A evolução leva em consideração a ontogenia (sua história de vida) do organismo , ou seja, é uma história de mudanças estruturais coerente com as mudanças estruturais do meio em que ele existe. O meio muda o organismo e o organismo muda o meio!
P.S.
Sistematização Suzana
- A percepção é determinada pela estrutura, é o ponto de partida;
-percebemos através da nossa estrutura, por isso é algo de origem interna e não externa, embora o meio possa provocar a mudança, ela só acontece por mecanismos internos da estrutura.PERCEPÇÃO REPRESENTAÇÃO ®® AÇÃO
“Percepção Consiste na associação, pelo observador, das regularidades de comportamento que ele ou ela distingue no organismo observado com as condições do meio que ele ou ela vê como desencadeando essas regularidades”. (MATURANA, 1997 p.66)
Ponto cego:
Maturana e Varela nos dizem que o sistema nervoso e o cérebro não funcionam como um computador, pois o sistema nervoso não “recolhe” informações provenientes do meio e as “trata” e também não há uma representação do mundo exterior no cérebro do animal ou homem. Mas que o sistema nervoso é um sistema operacionalmente fechado, estruturalmente determinado, sem entradas ou saídas, ou seja, funciona como um sistema autônomo. Assim, os resultados das operações do sistema são as suas próprias operações. Cada vez que ele tenta buscar a origem de uma percepção ele se depara com algo como "a percepção da percepção da percepção...".(Varela, 1989, p. 29). A percepção é então, um processo de compensação que o sistema nervoso efetua no curso de uma interação.
Bibliografia
MATURANA, H. A Ontologia da Realidade. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1997
MAGRO, C.; GRACIANO, M; VAZ, N. (Org.)